Em reunião na ANEEL, Jaqueline Cassol cobra respostas sobre reajuste da energia em RO

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A Deputada federal Jaqueline Cassol (PP-RO), junto com a bancada federal de
Rondônia, participou nesta terça-feira (19) de reunião na sede da Agência
Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Na oportunidade a parlamentar exigiu
explicações sobre o reajuste abusivo, autorizado pela agência reguladora,
pouco tempo depois da compra da Eletrobrás Distribuição Rondônia pela
Energisa.
Jaqueline Cassol enfatizou que não há como justificar esse aumento em um
estado que produz tanta energia. “Nós fornecemos quase 12% da energia
consumida no país e temos uma das tarifas mais altas. O monopólio quando
estatal é ruim, mas quando privado é devastador. Se nós não conseguirmos
chegar a uma mediação, eu não tenho dúvida que a população do estado, rica
de espírito como é, vai pras ruas protestar” argumentou a parlamentar.
Todos os deputados federais e senadores eleitos por Rondônia estiveram
presentes. Além deles, participaram da reunião o diretor-geral da ANEEL,
André Pepitone, e demais integrantes da diretoria da agência; o presidente do
Conselho Estadual de Defesa do Consumidor (CONDECON), Gabriel
Tomasete; A juíza Euma Tourinho, do Tribunal de Justiça de Rondônia, além
de representantes do setor produtivo de Rondônia, Ministério Público de
Rondônia.
A juíza, representante do TJ-RO, tentou mediar a discussão e sugeriu que a
ANEEL suspendesse o reajuste por um período de 6 meses. Seria um tempo
para que os parlamentares e a agência encontrassem uma solução. A diretoria
da ANEEL informou que o Governo do estado já protocolou um pedido de
reconsideração do reajuste, em dezembro de 2018, e que esse pedido ainda
será analisado. No entanto, não foi dado prazo para julgamento da
reconsideração.
A Diretoria da Aneel ouviu as reclamações, críticas e sugestões dos presentes,
mas não apresentou alternativas. Diante disso, a bancada de Rondônia se
reunirá com o vice-presidente do Tribunal Regional Federal da Primeira Região
(TRF1) Kassio Marques, e posteriormente com o Ministro de Minas e Energia,
Almirante Bento Albuquerque. Para o presidente do Condecon “A gente vai
buscar sensibilizar o judiciário, porque o argumento do desembargador é que
sem o reajuste a Energisa vai quebrar. Mas a gene entende que quem vai
quebrar é o consumidor que recebe um salário mínimo, não vai conseguir
pagar a conta dele e vai ficar sem energia”, disse Gabriel Tomasete.

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