Surto de botulismo registrado em São Miguel do Guaporé

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Oito pessoas, sendo algumas da mesma família, foram contaminadas pela bactéria Clostridium botulinum (botulismo), uma doença bacteriana rara, porém grave. As pessoas contaminadas teriam participado de um almoço, na manhã do dia 10 de fevereiro de 2019, em São Miguel do Guaporé, onde provavelmente tenha ocorrido a contaminação.  Do total de pessoas contaminadas, 05 são adultas e estão internadas, 04 em estado grave na UTI do HRC e 01 no HEURO sem sinais de agravamento. As outras 3 pessoas estão sem sintomas (01 adulto e 2 crianças). A informação foi passada pela Coordenadora de Vigilância em Saúde de Cacoal, Ivani Claudete Gromann, na manhã desta quarta-feira,13.

Foram coletadas amostras de todos os pacientes, bem como de alimentos da residência onde ocorreu o almoço para análise no LACEN RO.  Os quatros pacientes graves já tomaram o soro anti-botulínico e o Ministério da Saúde está encaminhando mais soros para administrar aos demais que participaram deste almoço, mesmo sem apresentar os sintomas. O caso está sendo acompanhado por uma equipe multiprofissional de diversos setores da Secretaria Estadual de Saúde, LACEN, CIEVS e Vigilâncias Epidemiológicas de Cacoal, São Miguel e Alvorada.

A Coordenadora da Vigilância em Saúde alertou ainda para as medidas de prevenção e recomendou evitar a ingestão de alimentos em conserva que estiverem em latas estufadas, vidros embaçados, embalagens danificadas ou com alterações no cheiro e no aspecto. “Conservas caseiras e produtos industrializados que não ofereçam segurança devem ser fervidos ou cozidos por 15 minutos antes de serem consumidos. E é importante não conservar alimentos a uma temperatura acima de 15º C”, recomendou.

Há três formas de botulismo: infantil ou botulismo de lactante, Botulismo alimentar e o Botulismo das feridas. Todos os tipos de botulismo são fatais e são considerados emergências médicas. Entre os principais sintomas de contaminação pela bactéria do botulismo alimentar estão: Dificuldade para engolir ou falar, Boca seca, Fraqueza faciais em ambos os lados da face, Visão turva ou dupla, Pálpebras caídas, Dificuldade para respirar, Náuseas, vômitos e cólicas abdominais e Paralisia. O período de encubação, ou seja, da contaminação para os sintomas da doença, pode variar de duas 2 horas a 10 dias.  Quanto maior a concentração de toxina no alimento ingerido, menor o período de incubação.

Nilcéia Freitas MTE/RO 0001468

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