Operação Príncipe da Beira faz varredura no Presídio de Cacoal

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Uma operação desencadeada na manhã desta sexta-feira, 20, na unidade prisional de Cacoal resultou na apreensão de drogas, celulares, chips, armas e outros objetos ilícitos. A operação comandada pelo General de Brigada, José Eduardo Leal de Oliveira, da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, atende ao Decreto Presidencial, de 17 de janeiro de 2017, que autoriza o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e Ordem nas dependências prisionais dos Estados. A inspeção foi solicitada pelo Governador do Estado Confúcio Moura, após constantes rebeliões e manifestações de facções como o PCC e CV.

A ação que já foi realizada em outros municípios, como Ji-Paraná, Vilhena e Porto Velho, contou com o emprego de diversos meios, sendo 54 viaturas, cães farejadores, detectores de minas e de equipamentos eletrônicos, além da participação direta de 321 militares das Forças Armadas e 115 integrantes dos Órgãos de Segurança Pública e Agencias Estaduais.  Com a 17ª Brigada de Infantaria de selva, atuaram também a Marinha do Brasil, Força Aérea, Ministério Público Militar, Policia Rodoviária Federal, Policia Militar de Rondônia, Corpo de Bombeiros, Policia Civil e SEJUS.

General de Brigada, José Eduardo Leal de Oliveira

Em entrevista coletiva realizada na tarde da sexta, 20, o Comandante da Operação, General de Brigada, José Eduardo Leal de Oliveira, destacou como positivo o resultado da Operação e a importância para o controle da criminalidade.  Segundo ele, a operação trabalha com Gestão de Risco e tudo é realizado dentro da lei, preservando a integridades de todos os envolvidos. “Toda operação foi criteriosamente discutida e planejada, para que os riscos fossem minimizados e que pudéssemos obter êxito nos nossos objetivos”, destacou.

Entre as 775 apreensões realizadas em Cacoal estão, 8 celulares, 02 carregadores, 06 chips, 41 pacotes de substâncias entorpecentes, entre os quais uma grande quantidade de maconha e cocaína, 39 isqueiros, 181 instrumentos cortantes e 193 perfurantes, cachimbos improvisados para drogas , barras de ferros, além de outros objetos proibidos nas unidades prisionais.  O que mais chamou a atenção na unidade prisional de Cacoal foi à quantidade de drogas aprendidas.

O representante da SEJUS, Ederson Cheregatto, explicou que a operação resultou num grande prejuízo para o crime, porém de grande valia para a sociedade. Segundo ele, a droga apreendida representa um montante de pelo menos 70 mil reais, que deixarão de circular nas mãos dos criminosos. Cheregatto destacou ainda que a missão continua, pois a apreensão de uma grande quantidade de anotações em relação a facções e apologia à polícia deve ser investigada, visando garantir à segurança e a integridade da sociedade.

Nilcéia Freitas – DRT/RO 0001468

 

 

 

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